sábado, 17 de janeiro de 2009

Sobre 135 minutos com C1/C2

Já há imenso tempo que não tenho pachorra para escrever aqui. Portanto, se tem alguma expectativa em relação a esta mensagem deixe, neste preciso momento, de ter.
"Corrigir, ajuda; encorajar, ajuda ainda mais." (Goethe)
Goethe está na lista dos meus autores favoritos. Foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã e do Romantismo europeu. O romance Os Sofrimentos do Jovem Werther, de 1774 fez com que, mais do que nunca, ficasse adepta de alguns textos/autores da referida corrente literária. Concordo que seja um romance pessimista, exagerbado na paixão e no desespero também.
Não se apoquente o leitor, não venho falar de Literatura. O que me parece contraditório é um homem como Goethe, fruto de uma época que retrata o drama humano em todas as suas vertentes: amores trágicos e ideais utópicos, venha falar da importância de encorajarmos os que nos rodeiam! Confesso que, tendo em conta esta semana, este é um tema que me é muito querido. A verdade é que, estou totalmente de acordo com esta afirmação.
Hoje em dia, mais do que nunca, é importante motivarmos, encorajarmos os que nos rodeiam: aqueles que por motivos profissionais ou pessoais estão à nossa volta, partilham o mesmo espaço físico, as mesmas frustrações e ilusões, a mesma luta e entusiasmo.
O encorajar pode surgir de um sorriso, um abraço, uma palavra amiga, um elogio, uma crítica construtiva, uma atitude mais permissiva, uma mensagem no hi5... enfim, pode ganhar tantas formas como as que tivermos disponíveis.
Nunca ninguém faz algo totalmente errado nem é totalmente incompetente.
Aos meus alunos... por me motivarem e encorajarem cada dia, por fazerem desta selva o paraíso!

terça-feira, 17 de abril de 2007

Sobre o Aniversário - parte I

À INESquecível Feminis Ferventis, Aos 14 anos estamos apenas no início da adolescência. Somos, portanto, adolescentes com tudo o que de bom e de mau reúne a palavra. Temos, se a idade não me atraiçoa a memória, um leque infinito de sonhos que pensamos ser exequíveis haja o que houver ou venha quem vier. É a idade dos sonhos, da renovação de sonhos para os próximos 14, 15, 20 anos! É este espírito “adolescente”, ingénuo e talvez um pouco mais consciente (mas não muito!), que não podemos deixar de “cultivar” nos anos que se avizinham. Um espírito com direito à irreverência, à criatividade, à originalidade, à crítica construtiva, à humildade e, acima de tudo, ao companheirismo do “um por todos e todos por um” que caracteriza, afinal, o inexperiente adolescente de hoje que amanhã tornar-se-á adulto. Aos 14 anos somos ainda pequeninas mas temos, também, a consciência que na nossa pequenez, somos grandes. Grandes na humildade e no querer fazer mais e melhor. Grandes na simpatia de receber e ao ser recebidas. Grandes na adversidade dos pequenos maus momentos e na partilha dos bons e Inesquecíveis. “Oh Feminis Ferventis A ti amo com paixão. Contigo nunca estarei só Levar-te-ei no meu coração”

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Sobre a Despedida

Aos que já vi partir...
Disse em 2004 o então candidato às Presidenciais nos Estados Unidos, John Kerry, num programa de televisão, que devido ao facto de os seus pais estarem constantemente a mudar de cidade durante a sua adolescência, ele já estava imune à despedida.
De certa forma concordo com John Kerry. Depois de nos habituarmos à despedida, seja porque partem aqueles que amamos, seja porque somos nós a procurar outros "poisos" e outras oportunidades, acabamos por adquirir alguma imunidade perante essa situação de perda.
Mais cedo ou mais tarde ela [a despedida] acontece! Em diferentes momentos das nossas vidas conhecemos pessoas que, por um ou outro motivo, desempenham nela um papel fundamental. Com um sorriso sincero, um mimo terno, um alerta consciente e racional, uma palavra amiga, uma noite de copos, um jantar mais “regado” ou uma peripécia para mais tarde recordar, elas – essas pessoas – entram no nosso mundo e, de certa forma, mudam-no! Nesses casos a despedida, mais do que dolorosa, é ingrata. O pesar daqueles que voluntária ou involuntariamente partem é substancialmente diferente dos que, sem opção, têm de ficar. No pensamento fica, e isso ninguém nos pode tirar, o deleite das doces memórias e o desejo de um novo reencontro.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

"Quanto mais me bates...

....mais gosto de ti" diz a sabedoria popular.

O amor é realmente um sentimento estranho. Estranho e, acrescento, intemporal nos seus efeitos “primários”.
Se existem dúvidas sobre isso, veja-se um excerto do Dom João de Moliére de 1665 no qual Pierrot se queixa que Carlota, sua noiva, não lhe dá a atenção suficiente e conclui que ela não gosta dele:

«Carlota: E eu não gosto como deve de ser?
Pierrot: Não, quando se gosta, a gente vê e faz-se sempre umas momices às pessoas que gostamos cá do coração. Olha a Tomassa, como anda toda tontinha pelo seu Robim, anda sempre em volta dele a reliá-lo, nunca o deixa em paz. Sempre que passa por ele, prega-lhe a sua partida ou chega-le um sopapo. E no outro dia que ele se ia a sentar num banco, foi-lo tirar e ele caiu no chão ao comprido. Raios! Assim é que se quer bem (…)»


Simplesmente e deliciosamente actual!

Feliz Dia dos Namorados!