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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sobre a ilusão

Às vezes tenho a presunçosa ideia de que aos 30 anos já tenho alguma bagagem no que a vivências diz respeito. Penso, algumas vezes, que determinada experiência fez-me aprender e, por esse motivo, enriqueceu-me vivencialmente.

É curioso pensar nisto desta forma quando ainda hoje escrevi noutro lugar que o meu processo de aprendizagem era constante. É, pensará com toda a razão o leitor mais atento, uma incongruência. Daquelas incongruências que, em algum momento, fazem sentido. Daquelas que são difíceis de explicar.

Talvez neste momento esteja numa posição privilegiada para dizer que por muito que possamos viver, por muito intensas, adversas ou agradáveis possam ter sido as nossas experiências de vida, nunca aprendemos demasiado, nunca aprendemos tudo, numa prevemos as duas mil situações e combinação de situações que ainda podem acontecer connosco.

Eu, até há dois dias atrás, estava iludida pelo retrato colorido que costumo pintar do que me rodeia. Pela tolerância do ser-se o que se é e do ser-se como se é. Pelo respeito pelo trabalho de quem comigo partilha o mesmo espaço.

Eu, até há dois dias atrás, estava demasiado confiante nas experiências que tinha vivido e no quão importantes foram e nas imensas lições que retirei delas.


Eu hoje dei-me conta que não sei nada, não aprendi nada.

Ernesto Guevara de la Serna, no final da sua viagem pela América Latina diz qualquer coisa como: Eu já não sou eu, pelo menos não o eu que fui. Eu hoje acrescento Eu já não sou eu. Pelo menos não o eu que fui [ontem].


Parece que a
viagem ainda agora começou!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sobre Covardia

O seu blogue está la lista dos Links Inesquecíveis e ele é o principal motivador de ter voltado a escrever de forma mais constante neste espaço.
Numa das visitas que costumo fazer ao Aquele Bagacinho, blogue que recomendo vivamente e cuja visita é quase obrigatória para quem gosta de ler boas histórias, deparei-me com um post que continha uma música que servia de "alerta" à(s) falsidade(s) que por aí circulam.
É sobre isso que escrevo hoje motivada pelo facto de, desde Julho, receber comentários insultuosos em relação à minha pessoa escondidos atrás de um confortável "anónimo".
A questão não se resume aos comentários insultuosos, assumo que até possam ser merecidos. Penso que o facto de serem dirigidos de forma gratuita e desprovidos de qualquer fundamentação lhes retira qualquer credibilidade e são reveladores de uma covardia tremenda.
Infelizmente, são muitos os "anónimos", com ou sem linguagem insultuosa, que nos rodeiam todos os dias.
Não me pretendo armar em moralista, não sou e tenho, como o leitor certamente terá, os meus telhados de vidro, mas parece-me que o insulto ocultado, dissimulado ou disfarçado não leva a lugar nenhum.
Bem, talvez até nos leve a algum lugar...
...lembro-me, neste preciso momento, de um texto que li sobre gestão de conflitos: na maioria das vezes, atacamos quem nos fez mal não com o objectivo de resolver o problema mas para sermos, momentaneamente, superiores a quem magoamos. Enfim, para experimentarmos o gosto da vingança. Espero, sinceramente, que esta alimente a frustração que parece sentir.
Suponho que as palavras deste suposto "anónimo" são reveladoras da sua inteligência mas, sendo eu uma mulher optimista, tenho a certeza que entenderá a mensagem.