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sábado, 26 de janeiro de 2013

Sobre a Paixão!

Não sei em relação aos outros professores mas há um determinado momento da aula/ano letivo em que a pergunta aparece por interesse e/ou curiosidade: "Sempre quis ser professora?", perguntam-me a cada ano que passa os meus alunos. Este ano ainda não me foi colocada mas hoje pensei nela porque esta pergunta, normalmente, desilude o meu curioso auditório.
Não, nunca quis verdadeiramente ser professora. Lembro-me também de brincar que era professora, mas não me lembro de o querer efetivamente ser. A únicas duas profissões que me recordo bastante bem de querer ter sido foram a de advogada e a de jornalista [desportiva].
Esta minha revelação acaba sempre por suscitar algum alvoroço nos meus alunos e quando lhes digo que sou adepta de um bom jogo de futebol e que inclusivamente sigo a atualidade futebolística e desportiva, não conseguem olhar-me sem uma expressão incrédula.
Desde os meus 14/15 anos que o Desporto é uma paixão. Desde a mesma altura comecei a comprar frequentemente o jornal A Bola, a reparar nas fichas técnicas dos jogos, a comprar livros com as regras de futebol e de outras modalidades. Gostava de desporto em geral e cheguei mesmo a praticar Basquetebol e Futebol no âmbito do programa Desporto Escolar. Quando fui para a Escola Secundária fui-me inserindo no grupo dos rapazes da turma e não havia uma única segunda-feira que não nos reuníssemos no intervalo grande para conversar sobre jogos da jornada ou outros assuntos desportivos. Acabei por me tornar secretária da equipa masculina da minha turma e não perdia um jogo do famoso inter-turmas. Na altura ambicionava ser como a Cecília Carmo, uma das primeiras mulheres a apresentar programas desportivos.
Os anos passaram e eu cresci e comigo cresceram novos  interesses: literariamente lembro-me de gostar de ler tudo e mais alguma coisa. devorava livros sobre questões mais espirituais como Paulo Coelho, Kahil Gibran, li imensos clássicos e adorava escrever: escrevia essencialmente histórias que aconteciam nas férias, escrevia cartas às minhas amigas com questões existenciais, escrevia muitas cartas!
Depois de estar algum tempo adormecida, esta minha paixão pelo futebol voltou a ganhar novos contornos há sensivelmente 4 anos. Confesso que de uma forma muito mais moderada do que anteriormente, mas não deixa de existir!
Hoje, a convite de uns alunos que sabem do meu gosto por futebol, fui ver pela primeira vez um jogo de futsal. Fiquei completamente fascinada pelo ritmo de jogo extenuante para o jogador, mas completamente contagiante para o espetador. Já há muito tempo que não via um espetáculo ao vivo e saí do pavilhão com vontade de regressar àquela época dos comentários à segunda-feira, às aulas de "temática livre" em que a modalidade escolhida era sempre a mesma: futebol... Fiquei tão entusiasmada quanto nostálgica.
 
Obrigada, obrigada, obrigada!
 
 
 
 

domingo, 2 de janeiro de 2011

Sobre [uma] retrospetiva

Quando chegamos ao final de mais um ano é quase inevitável não nos determos algum tempo sobre o ano que termina. Eu, a mais comum das mulheres portuguesas, faco-o constantemente e portanto este final de ano não foi exceção.
Foi um ano cheio de agradáveis supresas. Foi um ano cheio de concertos e descobertas musicais. Foi um ano cheio de trabalho e espírito de sacrificio. Foi um ano cheio de amizade. Foi um ano cheio de momentos felizes partilhados. Foi um ano de inter e intraconhecimento. Foi um ano cheio de aventuras em terra e ar. Foi um ano cheio de solidariedade. Foi um ano com objetivos cumpridos e sonhos realizados. Nada disto faz do meu ano um ano especial para o leitor que pacientemente lê estas linhas. Nada disto pode parecer excecional aos seus olhos. Mas este ano, só porque o vivi. Só porque o partilhei com pessoas fantásticas que me tornam uma pessoa melhor todos os dias. Só porque foi o MEU ano, este ano foi sensacional. O leitor assíduo deste blog saberá que a mensagem otimista que passo do ano que agora findou não é novidade. Para o leitor que não conhece e que, por algum [bom] motivo vem a este espaço virtual, não deve duvidar destas animadas palavras. Elas existem porque fazem parte de mim, porque são a concretização do que eu sou e do que quero transmitir.
Aos leitores que estão habituados a ler estas palavras otimistas mas principalmente aos que não acreditam nelas nestes tempos de crise, desejo que em 2011 tenham, essencialmente, coragem para fugir ao habitual, ao mais fácil e cómodo. Que em 2011 concretizem o que até 2010 tinha ficado em plano no papel. Não precisa de ser um grande empreendimento ou feito aos olhos dos que vos rodeiam. Mas que seja um grande empreendimento pessoal, só vosso! Tenho a certeza que serão capazes de o fazer se se atreverem a isso.
Como dizia Antoine Saint-Exupery em O Principezinho: "É a importância que dás à tua rosa que a torna especial."
Sensacional 2011 para todos!