domingo, 17 de setembro de 2023

Sobre "Ir com tudo"!

 Nada te pode parar.

Nada!
No início de mais um ano letivo, deixo aqui aquilo que, na minha opinião como profissional (dentro e fora da sala de aula), mais contribui para o #sucesso (seja lá o que signifique para cada um de nós)
1 - acreditar firmemente mas suas capacidades e/ou na capacidade que tem para mudar a sua situação: definir um plano ou pedir ajuda.
2 - se quero algo diferente (e isto só acontece se experimentarmos outras opções e caminhos e errarmos), há necessariamente algo diferente que posso fazer para mudar isso.
3 - para fazer algo diferente (e muitas vezes assustador dentro do que conheço e me é familiar) é preciso arriscar. Fazer algo pela primeira vez. Pedir ajuda. Assumir que me enganei. Abraçar a mudança ou agarrar uma oportunidade.
4 - os outros. Não vivemos isolados. Na escola, no trabalho
, nas interações sociais. Parte do sucesso também está na ajuda ao outro. Como posso servir e, quem sabe, colocar os meus dons/talentos ao seu serviço. Uma palavra. Um gesto. Um abraço ou um sorriso.
5 - exercício. Movimento de corpo e mente. É fundamental para um melhor equilíbrio quando os desafios chegam.
6 - ser positivo e otimista. Mas principalmente ser realista. Permite-te sentir o que é suposto sentir, sem esconder. No entanto, foca-te na solução e na capacidade de mudar a situação.
Um ótimo ano letivo a tod@s!
Que seja um ano extraordinário e cheio de aprendizagens!
Um post com a inspiração de Nicola Cafés

domingo, 30 de abril de 2023

Sobre os amigos [de circunstância ]

Já aqui escrevi sobre eles. Hoje volto a relembrar esses e estes. 
Obrigada aos final 10 + 1 (o Coach).

Os amigos de circunstância surgem na nossa vida numa determinada circunstância, mas não é por acaso que nela permanecem. 
Os amigos de circunstância não nos conhecem de há anos, mas tratam-nos como se assim fosse. É isso que os torna excecionais: estão naquela circunstância para nos desafiar. Eles sentem algum prazer em deixar-nos desconfortáveis. Ouvem o que temos para dizer e entendem o que não dizemos. Os amigos de circunstância inquietam-nos sem constrangimentos; não duvidam em fazer aquela pergunta difícil; espicaçam as nossas muralhas e promovem a sua expansão. 
Os amigos de circunstância permitem-nos falar durante o tempo que quisermos sobre os nossos assuntos e no final, dizem-nos sem qualquer pudor, “Bullshit”. Os amigos de circunstância são ousados. Até nisso eles podem (e devem) sê-lo. 
Os amigos de circunstância conseguem deixar-nos em silêncio e respeitam-no. Eles, os amigos de circunstância, são autoridade. A sua experiência, o seu conhecimento, o seu exemplo conferem-lhes esse estatuto. Mas um amigo de circunstância não se vale disso: ele é genuinamente generoso a tirar-nos o chão ou a ser rede. 
Os amigos de circunstância celebram as conquistas. Alegram-se por elas. As nossas passam a ser as deles também. Torcem pelo sucesso dos nossos sonhos, comovem-se com eles. 

Os amigos de circunstância nunca vão embora. Nunca se despedem. Eles estarão presentes enquanto a memória da circunstância o permitir.

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Outra vez sobre o Regresso

Setembro é, para mim, permanente Regresso. Regresso às rotinas. Regresso aos objetivos e reformulação destes também. 
Partilho uma mensagem que enviei aos/às alunos/as e aos/às encarregados/as de educação que o ano passado trabalharam de mais perto comigo, em virtude de ter sido a sua diretora de turma. Começou assim:

Queridos/as alunos/as,

Foi há aproximadamente um ano que nos conhecemos. Desde essa data passaram 12 meses. Destes 12 meses, estivemos em contacto pelo menos 10. Aproximadamente 300 dias e muitas horas de trabalho. Foi um ano tão rico pessoal e profissionalmente que se torna difícil para mim expressá-lo através de palavras. 

Esta semana começarão uma nova etapa e não podia deixar de vos enviar algumas palavras de incentivo e desejar a todos/as um EXCELENTE ano letivo. 
Espero que não vos falte o entusiasmo e a energia para trabalhar por algo que desejam verdadeiramente (seja lá o que for!). Percebam o que é que isso quer dizer para vocês e mantenham-se focados nesse objetivo. 
Eu já testemunhei o vosso trabalho, a vossa dedicação, o vosso empenho e muitos dos vossos talentos e portanto sei que, se for essa a vossa intenção, vão conseguir alcançar tudo aquilo a que se propuserem. 

Se vai ser fácil?
Tudo depende da energia e trabalho que queiram dedicar a esse(s) objetivo(s). Tudo depende da vossa organização do tempo. Tudo depende das desculpas que vão querer arranjar ou da responsabilidade de assumir o controlo do que fazem (dos acertos e dos fracassos!). Tudo depende do quanto estão dispostos a trabalhar os músculos da força de vontade, da coragem e da resiliência.  
Tudo depende de quanto vão querer arriscar: De como reagem aos sucessos e, principalmente, aos fracassos.

Em última análise, tudo depende de vocês próprios. 

Para alguns, vamos encontrar-nos em sala de aula naquele que também para mim será um grande desafio. Para outros, encontrar-nos-emos nos corredores, no jardim com uma marmita, nos jogos de futebol, basquetebol, ou volei, nas demonstrações de dança.

Seja em que circunstâncias for, haverá sempre tempo para um abraço ou palavra. ;)

Estimados/as encarregados/as de educação,

continuem a acreditar neles. A apoiá-los nos seus projetos e nos seus sonhos. E principalmente apoiem-nos nos seus fracassos, quando a maior parte das pessoas se afastam e eles próprios não se sentem bem. É aí que eles vão precisar mais de nós/vós. Sejam firmes e assertivos mas próximos o suficiente para eles saberem que independentemente do que aconteça, estarão por perto para os ajudar e ouvir. 
Confiem no trabalho dos professores e na Escola.

Espero que nos possamos encontrar de uma forma mais organizada nas nossas caminhadas! ;)

A todos envio um enorme abraço e o desejo de um ano absolutamente extraordinário.

Até breve ❤

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Sobre os dias bons

Hoje vai ser um bom dia.

Preparo-me para o dia que agora chega. É mais um dia especial. Um dia a que tenho vindo a referir-me como uma celebração de talentos. 

Sinto-me entusiasmada por falar, presencialmente, sobre a obra. É um momento simbólico, mas faço questão de o viver e de permitir que outras pessoas o vivam também: O Pirilampo e a Lagarta (que não queria ser Borboleta) vai ser apresentado, depois de muitos meses de trabalho por parte da equipa da Editora Oficina da Escrita. 

Não sou escritora, mas escrevi este texto há uns anos. Escrevi-o de uma assentada e fazê-lo foi o mais fácil de todo este processo. Foi natural porque escrever sobre o que me rodeia e o que perceciono das experiências (interativas) à minha volta é algo que me dá muito prazer. 

Nunca tive o objetivo de escrever um texto para ser publicado por uma editora. O objetivo sempre foi, e cada vez mais firmemente, contribuir para tornar um mundo melhor à minha passagem, utilizando os recursos e talentos que estão ao meu dispor ou desenvolvê-los o melhor que sei e consigo.

É neste contexto que surge a intenção de tornar público este texto: partilhar e contribuir. Chegar a esta conclusão não foi óbvio, mas num determinado momento soube que era o que teria que fazer: não obstante as mil dúvidas e inseguranças que assaltavam os meus pensamentos, o propósito era muito forte e, para estranheza minha, o texto era bom e a mensagem genuína.

Volto a ler o texto e questiono-me como é que continua tão atual. Como é que este texto pode traduzir tantas experiências e interpretações/inquietações sobre tudo o que nos rodeia. Questiono-me sobre os múltiplos papéis que nos permitimos assumir na nossa vida e que, consciente ou inconscientemente, também assumimos na dos outros. 

Esta obra é uma homenagem a todas as pessoas com quem tenho tido o prazer de me relacionar e que têm trazido à minha vida outras perspetivas e brilho. É uma homenagem a todas as pessoas que são promotoras de aprendizagens. Esta obra é uma homenagem a quem brilha e é brilho. A quem transforma e se deixa transformar. 

 Esta obra não é sobre este/a ou aquele/a. A beleza dela é que ela é sobre todos nós e sobre os outros (os nossos). 

À medida que a obra chega aos leitores, e já está a chegar a muitos, recebo os retornos que generosamente me fazem chegar e percebo, claramente, que agora começa o verdadeiro desafio. 

Sinto-me entusiasmada. Ainda agora está a começar.

Obrigada à Oficina da Escrita na pessoa da maravilhosa editora executiva, Letícia Brito. Não há ninguém que seja mais responsável por tudo isto estar a acontecer do que ela. A minha gratidão não tem limites. Obrigada por traduzirem em imagem a essência da obra. Nem nas melhores perspetivas do que tinha pensado para a capa estava este resultado.

Obrigada à família pelo entusiasmo que imprimiu a este projeto. A família é a base. Mesmo que nem sempre me tenha sabido expressar da forma correta, a família é a base. Nunca vou conseguir expressar de forma inequívoca a gratidão que sinto por tudo o que me proporcionaram, pelo exemplo que são.

Obrigada aos amigos. Àqueles que foram primeiros leitores. Aos últimos leitores. Obrigada aos amigos-entusiastas; aos amigos-companheiros; aos amigos-inspiradores; aos amigos-família. Sinto isto de uma forma tão genuína que até a mim me parece pouco natural. A última leitora do texto, antes de ser publicado, escreveu-me uma pequena nota/feedback onde me fez saber que "A tua escrita provoca uma sede de saber mais, curiosidade no que vem a seguir. Outra das coisas mais fantásticas que mais admirei é o facto de perceber que "sozinhos no nosso mundo" ficamos perdidos e limitados e apenas com a nossa visão das coisas [...]"

Estamos conectados e isso, quer entendamos ou não, é um dos nossos superpoderes.

Obrigada a quem vai partilhar a palavra comigo esta tarde. Obrigada pelo vosso aconchego e talento(s).

Por último, obrigada aos leitores. Aos que já leram e aos que ainda vão ler. Confio e acredito que ainda serão muitos.

Hoje vai ser um bom dia!

terça-feira, 24 de maio de 2022

Sobre a Coragem

 Ao N. por ser corajoso todos os dias e por me inspirar a sê-lo também, não obstante a nossa recente amizade. Obrigada!

co·ra·gem 


(francês courage)
nome feminino

1. Firmeza de ânimo ante o perigoos revesesos sofrimentos. = INTREPIDEZOUSADIA ≠ COVARDIA

2. [Figurado]  Constânciaperseverança (com que se prossegue no que é difícil de conseguir).

interjeição

3. Exclamação usada para animar ou incentivar (ex.: coragemvai correr tudo bem!).


"coragem", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/coragem [consultado em 24-05-2022].


Começa. Faz. Age. Desafia-te. 

Escrevo-o aqui, caro Leitor, mas nos últimos meses tenho-o repetido para mim própria como um mantra diário. Quando o repito sinto-me impelida a agir. Fazer com que realmente aconteça, independentemente das circunstâncias, do desafio, do grau mais ou menos possível ou impossível da sua concretização.

De todas as aprendizagens que tenho adquirido ao longo dos últimos meses, uma das mais importantes e que mais impacto tem tido na minha vida é a importância de me permitir ser corajosa. A coragem permite-nos fazer o que ainda não foi feito. Acreditar no que mais ninguém acredita. Estar determinado em fazer algo. 

A coragem. Os pequenos atos de coragem transformam. Transformam-nos: a nossa forma de ser, de pensar, sentir e agir. Transformam o nosso mundo e, confirmo-o todos os dias, o mundo dos outros. 

A grandiosidade de ser corajoso começa com o mais pequeno e simples dos passos: querer sê-lo.

Eu quero. E todos os dias trabalho para o ser. Pouco a pouco. Paulatinamente. De ação em ação. De feedback em feedback. Aproveitando cada oportunidade para adquirir experiência neste campo. 
Imagine poder dizer que é um/a especialista em ser corajoso/a? Não seria maravilhoso?

Se tiver agora alguns minutos, peço-lhe que responda honestamente à seguinte questão: 
Já alguma vez quis ter coragem?

Coragem para recomeçar. Para olhar para um desafio sob outro ponto de vista ou perspetiva. 
Coragem para ter aquela conversa. Ir ao ginásio. Começar a cuidar de si. Levantar-se cedo. Conversar com aquela pessoa que o entusiasma ou por quem se sente atraído/a.
Coragem para deixar a porta aberta, depois de lhe terem partido o coração. De continuar depois de muitos "Não". Coragem para dizer o que pensa. Para fazer aquela viagem, mudar de emprego ou elogiar aquela pessoa.

Coragem para ser melhor. Para pensar em grande e definir objetivos muito além do razoável (tão além que pouca gente acredita ser possível). Coragem para confiar em si ou para pedir ajuda.
Coragem para ser o/a primeiro/a a fazer algo ou para decidir, de uma vez por todas, não fazer.
Coragem para se responsabilizar pelos seus resultados e mudar o seu discurso interior.

Coragem para ser imperfeito. Coragem para ter coragem. 

Deixe a coragem fora da lista de objetivos a longo prazo. Decida hoje que quer ser corajoso. Decida impregnar a sua vida de pequenas ações corajosas todos os dias. Decida hoje e faça-o: com o seu marido ou com a sua esposa. Com os seus filhos, sogros ou irmãos. Com o chefe ou com os seus colaboradores. Com os seus clientes, pacientes ou alunos/as. Em definitiva, decida sê-lo por si. 

E se está indeciso/a por onde começar, dou-lhe uma pista e peço-lhe que responda a mais uma pergunta (hoje é a última, prometo!):
"O que é que vale a pena fazer mesmo que falhe?" 

A resposta, caso exista, é a base da sua próxima ação. Não olhe para trás. Não pense duas vezes: faça-o. Seja corajoso e partilhe-o com as outras pessoas. 

Seja corajoso mesmo quando, ou principalmente quando, não tem motivos para o ser.